Mudança de hábitos

Nas últimas semanas eu resolvi trocar quase todos os produtos que uso na minha pele. Já faz um tempo que eu tento ser mais consciente em relação ao que eu compro, da alimentação aos cosméticos. O problema é que tem MUITA coisa para ser levada em consideração e quando eu começo a ler sobre algo, já fico louca querendo jogar tudo o que eu tenho fora, mas aí lembro que não tenho dinheiro pra substituí-las então tento ter um pouquinho de paciência.

Vou tentar falar sobre minha relação com cosméticos em geral, que mudou bastante nos últimos dois anos. Para começar, eu evito ao máximo usar produtos que são testados em animais. Acho que posso viver com um rímel não tão bom sabendo que ele não foi testado nos olhos de um coelhinho fofinho – não estou inventando essa informação, os coelhos são os bichinhos mais utilizados nesses testes.

cruelty-free-logo

Esse selinho é um ótimo sinal, pena que é tão difícil de achar

O difícil é saber quais marcas são legais e quais são piores do que a Cruella de Vil, porque, obviamente, isso não é algo que elas querem que todo mundo saiba. Existem listas e listas na internet, mas é difícil ter uma informação definitiva. Por exemplo, qualquer marca que queira comercializar seus produtos na China é obrigada pela lei de lá a realizar esse tipo de teste, e acho que dá para imaginar que é um mercado bem grande que muitas não querem abrir mão.

Uma grande decepção pra mim, por exemplo, foi a Maybelline, que tem produtos ótimos e preços justos, mas que testa em animais. Acho que vai de cada um se sentir confortável com isso ou não. No final das contas, a maioria dos componentes (principalmente os sintéticos) presentes nos produtos que usamos hoje algum dia já foram testados em animais, mesmo que muito tempo atrás. Então ninguém é um monstro por usar o Colossal (saudades desde já), mas eu particularmente não me sinto bem gastando dinheiro com isso. A parte boa é que muitas marcas nacionais e baratas não testam em animais (Vult, Quem Disse Berenice?, Natura, Daillus), e são elas que estão me salvando nesse momento de transição.

Depois de parar de usar um monte de coisa por causa da questão da crueldade com os animais, inventei outra restrição: sintéticos do mal. No começo eu achava que era exagero, coisa pouca, mas depois de uma lida mais a fundo eu vi que o problema é bem complicado. A maior parte das grandes empresas usa ingredientes baratos que dão uma “enganada”, mas que não realmente fazem bem para a pele, e com o uso contínuo acabam fazendo mal à saúde. Por exemplo, os parabenos, conservantes presentes em muitos produtos, que são absorvidos pela pele e entram na corrente sanguínea, onde passam a agir como disruptores hormonais e muitas pesquisas já ligaram essa substância a casos de câncer de mama.

E tem a parafina liquida, meu maior pesadelo. Desafio qualquer pessoa a dar uma olhada no rótulo do seu hidratante corporal ou condicionador de cabelo e não achar essa bendita. Ela é um tipo de óleo mineral derivado do petróleo que traz exatamente zero benefícios para o corpo, mas cria uma película impermeável que não permite que o cabelo ou pele perca hidratação, o que dá a sensação momentânea de maciez, mas que na verdade barra a reposição nutricional quando essa hidratação acabar.

“Nossa, brigada, agora estou cheia de nóias”,  é o que você deve estar pensando. Bem-vinda ao clube! Mas acho importante começar o blog com esse post para mostrar que eu ainda estou aprendendo e meus hábitos de consumo estão mudando (assim como os de muita gente), e não vejo problema nisso. Então não vai ser todo tipo de produto que vou comentar por aqui nos posts de saúde/beleza, da mesma forma que não posso garantir que tudo vai ser vegano, cruelty free, natural e tudo o mais.

Ninguém aqui é de ferro, milionário (tirando algumas pessoas) ou mora em Nova York (odeio tais pessoas) para ter uma infinidade de produto 100% éticos e maravilhosos. No final nas contas o importante é saber o que você está colocando na sua pele para poder fazer escolhas conscientes e ir aprendendo com o tempo o que funciona para você.

 

 

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